Belém decretou estado de emergência após uma chuva considerada uma das mais intensas dos últimos dez anos. Foram registrados mais de 150 mm em menos de 24 horas, o que deixou ruas alagadas na região metropolitana e obrigou moradores a utilizarem barcos para se deslocar.
A Defesa Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros, foi acionada para coordenar um comitê integrado de atendimento às áreas afetadas. O prefeito Igor Normando assinou decretos para solicitar apoio do Governo Federal e da Defesa Civil Estadual e ampliar a força-tarefa de resposta.
As ações em campo incluem reforço em abrigos, atendimento às famílias, desentupimento de canais e bueiros e intervenções em pontos críticos de alagamento. Foi montado um ponto de arrecadação na Aldeia Amazônica — David Miguel. Entre os itens mais necessários estão colchões, produtos de higiene pessoal, cestas básicas, roupas e alimentos não perecíveis.
O Ministério Público Federal exigiu, com urgência, que a Prefeitura de Belém e o Governo do Pará abram escolas e ginásios para abrigar pessoas desabrigadas, diante da falta de vagas nos abrigos. O caso virou objeto de Ação Pública movida pela procuradoria contra o município, o estado e a União.
Segundo a meteorologia, quase mil municípios das regiões Norte e Nordeste estão em alerta laranja de perigo por conta de fortes chuvas previstas até a noite de terça-feira (21). A previsão indica possibilidade de até 100 mm por dia na faixa que vai do Acre ao Ceará, com risco de cortes de energia, novos alagamentos e descargas elétricas.



