segunda-feira, abril 20, 2026
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Prefeitura promove mutirão de limpeza nas aldeias para combater epidemia de chikungunya

Nem mesmo o ponto facultativo decretado pelo prefeito Marçal Filho impediu as equipes coordenadas pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e pela Defesa Civil de Dourados de iniciar nas primeiras horas desta segunda-feira os trabalhos para frear o avanço da doença na Reserva Indígena

A Prefeitura de Dourados iniciou nesta segunda-feira (20), em ponto facultativo do feriado de Tiradentes, um mutirão de limpeza na Reserva Indígena com foco no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações começaram na Aldeia Bororó e reúnem Defesa Civil estadual e municipal, Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

O município enfrenta mais de 5 mil casos prováveis de chikungunya, com mais de 2 mil confirmações e oito óbitos relacionados à doença. Em razão da situação, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu o estado de emergência e autorizou repasse pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) de R$ 974,1 mil para ações de enfrentamento.

Em caráter emergencial, a Prefeitura dispensou licitação para contratar serviços de remoção de resíduos. As empresas Litucera e Financial deram suporte logístico para a retirada rápida de entulhos nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

As operações terão duração inicial de 15 dias e contam com caminhões, pás carregadeiras e outros equipamentos pesados para captura e destinação adequada de resíduos de grande porte. A prioridade é a Reserva Indígena, que concentra o maior número de casos, mas os trabalhos também se estendem a bairros urbanos; nesta segunda-feira houve atendimento simultâneo no Jardim Colibri.

O mutirão busca reduzir criadouros do mosquito em quintais e promover a retirada de móveis e eletrodomésticos inservíveis para coleta pelos caminhões nos próximos dias. A ação também inclui medidas de prevenção e manutenção de reservatórios domiciliares.

A Defesa Civil municipal informa que o trabalho integrado envolve, além da limpeza, intervenções em caixas d’água quando necessário: troca de água, aplicação de larvicida, instalação de telas de proteção e substituição de caixas danificadas.

As ações prosseguem com intensidade na Reserva Indígena e avançarão à Comunidade Santa Felicidade ao longo da semana. Segundo a Semsur, entre 9 de março e a última sexta-feira (17) já foram recolhidas mais de 1.100 toneladas de resíduos no município, e a expectativa é remover volume similar nos próximos dias.

As iniciativas são coordenadas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela gestão municipal para organizar o enfrentamento da chikungunya. A Prefeitura reforça que o combate à doença depende também da colaboração da população para evitar acúmulo de lixo e água parada nas residências.

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