quarta-feira, abril 15, 2026
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Reino Unido recusa plano de Trump para bloquear o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, recusou participar do bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, após a Casa Branca afirmar que outros países integrariam a operação.

A imprensa britânica informa que o Reino Unido manterá no Oriente Médio navios de varredura de minas e capacidades antidrone, mas não empregará embarcações nem tropas para bloquear portos iranianos.

Reino Unido e França planejam realizar nos próximos dias uma conferência para discutir a restauração da liberdade de navegação no estreito, assim que as condições permitirem, segundo o governo francês.

O Japão, grande importador de petróleo do Golfo Pérsico, também vem sendo pressionado pelos EUA a contribuir para a operação. O governo japonês declarou estar acompanhando o caso de perto e defende uma solução por meio da diplomacia.

A recusa de alguns aliados em aderir aos esforços americanos provocou reação do presidente dos EUA, que criticou publicamente os países e chegou a ameaçar uma revisão do compromisso norte-americano com a Otan.

A China posicionou-se ressaltando que a restauração da navegação segura em Ormuz depende, em primeiro lugar, do fim do conflito militar no Oriente Médio, e informou que pretende atuar de forma construtiva no processo.

O Irã advertiu que poderá retaliar portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a segurança de seus portos seja ameaçada, além de afirmar que seus adversários não poderão transitar livremente pelo estreito.

O anúncio do bloqueio pelos EUA ocorreu após o fracasso de negociações de paz em Islamabad no fim de semana. O Comando Central dos EUA informou que a medida será aplicada a embarcações que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Na semana passada, Rússia e China vetaram no Conselho de Segurança da ONU uma resolução apresentada pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo, que buscava autorizar o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz.

A perspectiva de um bloqueio naval elevou o preço do petróleo. O barril do tipo Brent voltou a alcançar cerca de US$ 100, alta aproximada de 5,5% na segunda-feira. Antes do conflito, transitavam pelo estreito cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Estima-se que aproximadamente 20% do petróleo e do gás mundial passem por Ormuz.

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