segunda-feira, abril 13, 2026
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Mato Grosso do Sul mantém superávit e registra US$ 2,51 bi em exportações no 1º trimestre

Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro trimestre de 2026 com desempenho positivo na balança comercial. As exportações somaram US$ 2,51 bilhões entre janeiro e março, queda de 1,66% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o volume embarcado cresceu 11,83%, alcançando 6,82 milhões de toneladas.

Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

As importações totalizaram US$ 751,58 milhões no trimestre, com alta anual de 10,10%. O saldo da balança comercial ficou em superávit de US$ 1,76 bilhão, 5,93% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025.

O agronegócio continua a puxar as exportações do Estado. A soja foi o principal produto, representando 28,32% da pauta, seguida pela celulose (27,41%) e pela carne bovina (19,38%). Também se destacaram farelo de soja, carnes de aves e milho.

No lado das importações, o gás natural respondeu por 24,21% do total adquirido pelo Estado. Caldeiras de geradores de vapor corresponderam a 16,74% e álcoois e derivados a 9,65%.

No acumulado do trimestre, a soja assumiu a liderança entre os produtos exportados, substituindo a celulose nessa posição. Em relação às compras externas, o gás natural retomou a posição de principal item importado, após o desempenho de caldeiras ter liderado no bimestre anterior.

A China manteve-se como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com participação de 44,84%. Em seguida vêm Estados Unidos (8,58%), Países Baixos (4,35%) e Itália (3,00%).

A logística de escoamento seguiu concentrada nos portos do Sul e Sudeste. Paranaguá foi responsável por 40,83% das exportações, acompanhado por Santos (38,27%) e São Francisco do Sul (9,37%).

Entre os municípios, Três Lagoas liderou as exportações do Estado, com 18,94% do total, seguida por Ribas do Rio Pardo (12,01%), Dourados (9,87%) e Campo Grande (7,59%).

Por setores, a indústria de transformação registrou queda nos preços (-3,0%) e no volume exportado (-2,68%). A indústria extrativa teve forte redução nos preços (-45,29%) e crescimento expressivo no volume exportado (42,36%). O segmento classificado como outros produtos apresentou elevação de 7,16% nos preços e aumento de 34,97% no volume.

A cotação média do dólar em março de 2026 foi de R$ 5,23, alta de 0,59% em relação a fevereiro e recuo de 8,96% frente a março de 2025.

A série histórica aponta que Mato Grosso do Sul mantém padrão consistente de superávits comerciais desde 2015, com exportações superiores às importações, impulsionadas principalmente por commodities agrícolas e produtos industriais.

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