Mato Grosso do Sul definiu a estratégia de vacinação contra a chikungunya e prevê o envio de 46.530 doses para os municípios mais afetados no sul do Estado: 43.530 para Dourados e 3.000 para Itaporã. A distribuição foi apresentada em reunião do Centro de Operações de Emergências (COE) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
A medida integra um conjunto de ações que incluem reforço da assistência, intensificação da vigilância, ampliação do diagnóstico e apoio direto aos municípios para conter o surto.
Segundo o último boletim epidemiológico, o Estado registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, 3.657 casos prováveis e sete óbitos confirmados.
Dourados foi selecionado como município elegível para a estratégia piloto nacional de vacinação, com planejamento em fase de organização e alinhamento técnico com o Ministério da Saúde.
Na assistência hospitalar, o Governo do Estado disponibilizou 15 leitos exclusivos para pacientes com chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD) — sendo 10 leitos adultos e 5 pediátricos. A ação é temporária e integra a rede já existente do hospital, que possui 100 leitos, dos quais 20 são de UTI.
A vigilância estadual mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica na região, com reuniões diárias e acompanhamento sistemático dos indicadores. Entre as iniciativas em execução estão o fortalecimento do fluxo de notificações, apoio à investigação de óbitos e suporte laboratorial pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (LACEN).
O planejamento da imunização considera critérios técnicos e o impacto da doença na região; inclui também preparação das equipes de saúde e organização da rede para aplicação das doses conforme diretrizes nacionais.
Em campo, o Estado intensifica o apoio ao controle do Aedes aegypti, com envio de equipamentos, operações de fumacê e borrifação, identificação de criadouros e orientação à população. As ações priorizam territórios indígenas, com presença contínua de equipes, capacitação de agentes e integração entre órgãos estaduais, federais e municipais.
A SES reforça que a prevenção segue sendo essencial: eliminar água parada e procurar atendimento de saúde diante de sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, evitando a automedicação.



