domingo, abril 5, 2026
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Ministério alerta: vacina contra a gripe não aumenta o risco de contrair a doença

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (1º) que mensagens nas redes sociais voltaram a difundir desinformação sobre vacinas, com foco na imunização contra a gripe.

Segundo a pasta, alegações de que a vacina aumentaria o risco de contrair a gripe não têm base científica e são falsas. A vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na redução de hospitalizações e óbitos, sobretudo entre crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.

A dose oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a vacina Influenza trivalente, indicada para prevenir casos graves, complicações, internações e mortes causadas pelo vírus. A formulação é recomendada pelo Ministério da Saúde, pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue orientações internacionais adotadas por agências como a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

A vacina é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede que ela provoque a doença. O ministério apontou ainda que a circulação mais intensa do vírus influenza no outono e no inverno coincide com o aumento de outras viroses respiratórias — como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. Pessoas vacinadas podem ser infectadas por esses outros agentes e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a impressão equivocada de que a vacina falhou.

Na prática, a imunização reduz a probabilidade de desenvolver sintomas graves e diminui de forma significativa o risco de internação e morte.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no sábado (28) e vai até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Estão incluídos entre os grupos prioritários idosos; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; trabalhadores da saúde; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência; forças de segurança; caminhoneiros; e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos mais vulneráveis.

Dados divulgados pelo ministério apontam que, desde o começo da campanha, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas em todo o país. A pasta destacou que a vacinação anual é essencial porque a composição da vacina é atualizada a cada temporada, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes.

O Ministério da Saúde também reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), com atenção especial ao subclado K, que tem sido detectado com frequência em países da América do Norte. No Brasil foram identificados, até o momento, quatro casos desse subclado. As análises foram realizadas por laboratórios de referência nacional, entre eles a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolos rigorosos de vigilância.

As ações de vigilância incluem monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais.

A pasta orienta a população a conferir informações em fontes oficiais, como os canais do Ministério da Saúde e da OMS, antes de compartilhar conteúdos sobre vacinas.

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