quarta-feira, março 25, 2026
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Ataques atribuídos a Israel e aos EUA atingem quase 400 unidades de saúde no Líbano e no Irã

O número de ataques a unidades e profissionais de saúde aumentou nas últimas semanas na nova fase do conflito no Oriente Médio, segundo dados oficiais de países afetados e de agências internacionais.

Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano informou que 70 unidades de saúde foram atingidas por bombardeios desde 2 de março. Duas semanas antes, esse total era de 18 centros médicos. Na cidade de Nabatieh, dois paramédicos foram mortos em um ataque contra um comboio de motocicletas, segundo relato da agência estatal local.

No país, os ataques às unidades de saúde deixaram 42 profissionais mortos e 119 feridos. Cinco hospitais tiveram de fechar completamente e outras nove instalações sofreram danos parciais. Pelo menos 54 unidades básicas de saúde estão fora de funcionamento. O sistema de saúde libanês enfrenta ainda a necessidade de atender mais de 2,9 mil feridos pelo conflito, além de pacientes em tratamento por ferimentos anteriores.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem confirmado os dados do governo libanês e registrado danos significativos à infraestrutura de saúde no país.

Irã
O Ministério da Saúde do Irã reportou danos a 313 centros médicos, hospitais, ambulâncias ou outros equipamentos do sistema de saúde em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, com 23 profissionais da área mortos. A Crescente Vermelha Iraniana estimou que 281 unidades foram afetadas e informou que 17 bases da organização e 94 ambulâncias e veículos de resgate foram alvejados.

Dados da OMS até 18 de março reconheciam ataques a 20 unidades de saúde no Irã, com nove mortes confirmadas.

Os Estados Unidos negam ter atacado instalações civis no Irã; autoridades americanas afirmam admitir a possibilidade de efeitos colaterais em operações militares.

Gaza e Cisjordânia
Desde 7 de outubro de 2023, a OMS registrou 931 ataques a unidades de saúde na Faixa de Gaza e 940 ataques a equipamentos do sistema de saúde na Cisjordânia, seja por uso da força ou por obstrução de serviços. No mesmo período, 991 profissionais de saúde foram mortos em Gaza e cerca de 2 mil ficaram feridos.

Israel tem justificado os ataques apontando uso de instalações médicas por combatentes como escudo, enquanto grupos palestinos negam essas alegações. As Forças de Defesa de Israel comunicam que buscam respeitar o direito humanitário e minimizar vítimas civis, incluindo medidas de aviso prévio para evacuações.

Contexto legal
Organizações internacionais e governos consideram ataques a unidades de saúde como violações ao direito internacional humanitário. Agências de saúde e socorro continuam documentando impactos e a necessidade de proteção das infraestruturas médicas em todas as áreas afetadas pelo conflito.

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