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2015 a 2025: a década mais quente já registrada

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou nesta segunda-feira, no Dia Mundial da Meteorologia — celebrado em 23 de março desde 1961 — o Relatório Estado do Clima Global, que aponta o decênio 2015–2025 como o mais quente já registrado.

Segundo o documento, 2025 consolidou a tendência de aquecimento, com a temperatura média global atingindo 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais. A entidade alerta que os principais indicadores climáticos estão em níveis críticos e que a concentração de gases de efeito estufa segue impulsionando o aquecimento da atmosfera e dos oceanos.

O relatório destaca um desequilíbrio energético na Terra: o acúmulo de dióxido de carbono e metano reduz a capacidade do planeta de irradiar a energia solar de volta ao espaço. Como consequência, 91% do excesso de calor fica retido nos oceanos. Em 2025, o calor armazenado nas águas alcançou o maior patamar registrado desde 1960.

O aquecimento oceânico, junto com o derretimento de cerca de 3% do gelo polar, tem acelerado a elevação do nível do mar. A OMM alerta que as alterações químicas e térmicas nas camadas profundas dos oceanos são consideradas irreversíveis em escalas que vão de séculos a milênios.

Na prática, o desequilíbrio climático traduziu-se em eventos extremos graves ao longo de 2025. Ondas de calor, secas e inundações provocaram mortes e prejuízos bilionários, afetaram a segurança alimentar e geraram deslocamentos populacionais.

A entidade também aponta impactos significativos na saúde pública e nos meios de subsistência. Há registro de aumento de doenças transmitidas por vetores e o calor extremo em locais de trabalho já atinge cerca de 1,2 bilhão de pessoas, sobretudo em setores como agricultura e construção.

Diante desse cenário, a OMM defende a integração de dados climáticos às políticas de saúde, para que governos adotem medidas preventivas em vez de somente reagirem a desastres.

Com informações da Agência Brasil.

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