quarta-feira, março 25, 2026
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Dourados registra 648 casos de chikungunya; autoridades reforçam alerta

Força-tarefa coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e Força Nacional do SUS mobiliza população para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti; doença já está em nível alarmante em diversos bairros

Dourados registra avanço da chikungunya e acende sinal de alerta. Segundo o último boletim da Vigilância Epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (23), o município contabiliza 648 casos confirmados, 1.426 notificações no total e 576 exames aguardando resultado. Foram registradas quatro mortes, todas na Reserva Indígena.

Em resposta ao surto, autoridades de saúde pedem maior participação da população no controle do Aedes aegypti. A recomendação é eliminar recipientes que acumulem água, já que os ovos do mosquito podem permanecer viáveis por até um ano e eclodir quando as condições forem favoráveis.

No sábado (21), representantes dos governos municipal, estadual e federal se reuniram com a imprensa para solicitar apoio na ampliação das ações de conscientização. Uma força-tarefa foi mobilizada e iniciou intervenções na Reserva Indígena, onde houve aumento expressivo de casos, que agora avançam para bairros da cidade.

Entre as medidas em curso está a chegada, ainda esta semana, das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), estratégia do Ministério da Saúde. As EDLs atraem fêmeas do Aedes para postura de ovos e contaminam os insetos com larvicida, que é levado a outros criadouros, dificultando o desenvolvimento das larvas.

As ações de campo também reforçam a necessidade de inspeção domiciliar periódica para eliminar focos. Bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube apresentam maior incidência de criadouros. Nas aldeias Jaguapiru e Bororó o avanço da doença é considerado mais preocupante.

O aumento de casos em Dourados motivou o Governo do Estado a acelerar a articulação para incluir Mato Grosso do Sul na estratégia nacional de vacinação contra a chikungunya. A vacina já recebeu aprovação da Anvisa e passa por monitoramento em uso real, mas ainda não há previsão de quando as doses serão distribuídas ao estado.

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