quarta-feira, março 25, 2026
InícioDouradosInfectologista destaca decreto do prefeito Marçal que estabelece emergência em saúde

Infectologista destaca decreto do prefeito Marçal que estabelece emergência em saúde

Uma das maiores autoridades mundiais em Medicina Tropical, com pós-Doutorado em doenças virais, dengue, chikungunya e vigilância em saúde, afirmou que a decretação da emergência antecipada vai impedir o colapso na rede pública de saúde e possibilitar o enfrentamento da epidemia em Dourados

O prefeito de Dourados decretou situação de emergência em saúde pública diante da epidemia de chikungunya identificada na Reserva Indígena e em avanço para bairros da cidade. O decreto nº 587, de 20 de março de 2026, visa garantir acesso a recursos do Ministério da Saúde para o enfrentamento do surto.

Desde a semana passada, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde está em Dourados para atuar no combate à epidemia. Entre os profissionais deslocados está o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e gestor na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O ato municipal autoriza adoção de medidas de vigilância em saúde quando houver risco iminente decorrente da presença do mosquito transmissor. A mobilização envolve a Secretaria Municipal de Saúde e equipes de campo para reduzir a circulação do vírus.

Chikungunya é causada por um vírus introduzido no Brasil há cerca de 12 anos e é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika. Os sintomas costumam incluir dores articulares que surgem já no primeiro ou segundo dia da doença e podem limitar as atividades diárias.

Ao contrário da dengue, a chikungunya frequentemente deixa dores nas articulações que podem persistir por semanas, meses ou, em casos mais duradouros, por anos. Estima-se que um único mosquito infectado pode transmitir o vírus a centenas de pessoas ao longo de um período de aproximadamente um mês e meio a dois meses, o que gera transmissão intensa nas áreas afetadas.

O mosquito costuma se reproduzir em ambientes domiciliares, como quintais, e em recipientes com água parada — pneus, latas, tampas de garrafa e outros objetos devem ser eliminados ou mantidos secos. A principal medida de prevenção é a remoção desses criadouros.

Grupos considerados mais vulneráveis a formas graves da doença incluem idosos (a partir de 60-65 anos), crianças menores de dois anos e pessoas com comorbidades crônicas, como diabetes e hipertensão, ou com problemas articulares preexistentes.

A prefeitura reforça a necessidade de colaboração da população para inspecionar residências e eliminar focos de água parada, em conjunto com as ações de agentes de endemias e programas estaduais e federais de saúde.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES