quarta-feira, março 25, 2026
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Otan diz não ter confirmação de ataque iraniano a base do Reino Unido e dos EUA no Índico

A Otan informou que investiga a alegação de que a base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido em Diego Garcia, no Oceano Índico, tenha sido alvo de mísseis balísticos intercontinentais em 21 de março. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, declarou não haver confirmação sobre o ocorrido até o momento.

Fontes militares dos EUA não identificadas disseram a agências internacionais que mísseis teriam sido lançados contra a instalação, mas que os projéteis não atingiram as estruturas da base.

O governo iraniano negou qualquer ataque à ilha, rejeitando as acusações. O Irã afirma que o alcance de seus mísseis é, no máximo, de cerca de 2 mil quilômetros.

Analistas e autoridades apontam que, se for comprovada a autoria iraniana, o episódio poderia envolver diretamente o Reino Unido e a Otan em um confronto mais amplo.

Autoridades israelenses reagiram às notícias destacando questionamentos sobre a capacidade balística iraniana e sugerindo que países europeus deveriam considerar maior envolvimento diante da ameaça.

O governo do Reino Unido confirmou que bases britânicas têm sido usadas pelos EUA em operações descritas como defensivas na região, incluindo ações destinadas a degradar locais e capacidades de mísseis apontados como responsáveis por ataques a navios no Estreito de Ormuz. O anúncio provocou reação do Irã, que criticou o uso das instalações e reiterou seu direito à autodefesa.

Nos Estados Unidos, integrantes da administração e parte da comunidade de inteligência têm afirmado que o Irã estaria próximo de desenvolver tecnologia para mísseis intercontinentais, argumento usado por alguns para justificar medidas contra Teerã. Ao mesmo tempo, avaliações de inteligência norte-americanas indicam um horizonte temporal mais longo para o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM) militarmente viável.

Em audiência no Senado dos EUA, a diretora da Inteligência Nacional informou que a comunidade de inteligência considera possível que o Irã venha a desenvolver essa capacidade antes de 2035, caso decida prosseguir nesse sentido. Ela também afirmou que essas estimativas estão sendo revisadas em razão da guerra e dos ataques a instalações iranianas ligados à produção de mísseis, aos estoques e às capacidades de lançamento.

As investigações sobre o suposto ataque continuam, com autoridades internacionais monitorando possíveis desdobramentos.

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