quarta-feira, março 25, 2026
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Um pouco mais da metade das indústrias pretende investir em 2026

A pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, divulgada nesta terça-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que 56% dos empresários do setor planejam realizar aportes em 2026. O percentual é inferior aos 72% das empresas que investiram em 2025.

Do total que pretende investir neste ano, 62% devem dar continuidade a projetos já em andamento e 31% têm planos para iniciativas novas. Por outro lado, 23% dos industriais informaram que não vão investir em 2026; entre esses, 38% relataram ter adiado ou cancelado projetos que estavam em curso.

Entre as prioridades das empresas que vão aportar recursos, 48% apontaram a melhoria de processos produtivos e 34% a ampliação da capacidade de produção. Lançamento de novos produtos aparece para 8% das empresas, enquanto 5% indicaram adoção de novos processos produtivos.

A pesquisa destaca também a preferência pelo financiamento com recursos próprios: 62% das empresas planejam usar capital interno para custear os investimentos. Financiamento por bancos ou instituições financeiras é a opção de 28% do setor, e 11% ainda não definiram a fonte dos recursos.

A maioria dos investimentos terá foco no mercado doméstico. Segundo o levantamento, 67% das empresas pretendem destinar os aportes ao mercado interno com prioridade principal ou exclusiva. Outros 24% visam simultaneamente os mercados interno e externo, e 4% priorizam o mercado internacional.

No balanço de 2025, 72% das empresas da indústria de transformação realizaram investimentos. Destas, 36% aplicaram conforme o planejamento inicial e 29% fizeram investimentos parciais. Entre as demais situações registradas no ano passado, 4% adiaram aportes para o ano seguinte, 3% adiaram sem previsão de retomada, 2% postergaram para o ano seguinte e 2% cancelaram projetos.

As incertezas econômicas foram apontadas como o principal obstáculo para investimentos em 2025, citado por 63% das empresas que tinham planos de aporte. Outros entraves mencionados foram queda de receitas (51%), incertezas setoriais (47%), expectativa de baixa demanda (46%) e questões tributárias (45%).

Em relação às áreas de aplicação, o desenvolvimento da mão de obra foi prioridade: quase 80% das companhias que investiram consideraram a qualificação e a segurança do trabalho como aspectos importantes ou muito importantes. Inovação tecnológica foi destacada por 76% das empresas, impacto ambiental por 65% e eficiência energética por 64%.

Quanto aos tipos de investimento realizados em 2025, 73% das empresas aplicaram recursos na compra de máquinas e equipamentos. Modernização de plantas industriais apareceu em 50% dos casos, recondicionamento ou revitalização de equipamentos em 38% e ampliação ou aquisição de instalações em 35%. Também houve aportes em software, bancos de dados, equipamentos de TI e ativos intangíveis.

No conjunto de fontes de financiamento de 2025, o caixa das empresas foi a principal origem: 62% dos aportes partiram de recursos próprios. Bancos comerciais privados corresponderam a 9% do financiamento e bancos de desenvolvimento a 5%.

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