A Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, iniciou operações no domingo (15). A unidade foi criada para reforçar o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação e recebeu autorização para porte de arma de fogo.
No primeiro dia, agentes atuaram no entorno do Terminal Gentileza, na rodoviária Novo Rio e na Estação Leopoldina, na região central. Também houve patrulhamento no Jardim de Alah, área entre Ipanema e Leblon, na zona sul.
Os integrantes da nova força usam boinas amarelas, que contrastam com o uniforme cáqui habitual da corporação. A saída ocorreu a partir do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), instalado como centro de comando municipal.
O armamento inclui pistolas Glock com capacidade para 15 cartuchos. A tropa conta ainda com equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e armas elétricas para imobilização. Para controle e supervisão, o uso de câmeras corporais e de GPS é obrigatório, permitindo monitoramento em tempo real.
O patrulhamento é feito a pé, em duplas ou trios, com apoio de motos e viaturas. As ações têm foco em abordagens preventivas quando identificados comportamentos compatíveis com risco de roubos e furtos.
A prefeitura informa que os primeiros pontos de atuação foram definidos com base na incidência de crimes patrimoniais e nos horários com maior concentração de ocorrências, a partir de análise de dados estatísticos e de fluxo de pessoas. Foram formados 600 agentes após meses de treinamento conduzido pela Polícia Rodoviária Federal.
A criação da Força Municipal ocorreu em meio a questionamentos na Câmara Municipal e a desconfiança de parte da população, em contexto de alta letalidade associada à Polícia Militar, vinculada ao governo estadual. Duas ações foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal que questionam a legalidade da contratação temporária sem concurso público e a autorização para porte de arma.
A gestão municipal planeja ampliar, em etapas, a área de atuação da Força para cerca de 20 novos pontos. A previsão inclui trechos de Copacabana e Botafogo, o Centro, a Barra da Tijuca, áreas próximas a estações de trem e metrô, o entorno do Maracanã e da UERJ, além de setores comerciais do Méier, Del Castilho e Madureira. Na zona oeste, o projeto contempla patrulhamento nas imediações das estações de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz e em trechos de vias expressas na Barra da Tijuca.



