sábado, março 28, 2026
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Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e assume liderança no crescimento da indústria de transformação brasileira

Mato Grosso do Sul consolidou uma nova matriz produtiva e passou a liderar o crescimento da indústria de transformação no país. Nas últimas décadas, o Estado deixou de depender quase exclusivamente da agropecuária e ganhou destaque na agroindústria e na industrialização de produtos primários.

Dados do IBGE mostram que, em dez anos, o valor da transformação industrial (VTI) cresceu 179% em termos nominais, passando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões. O VTI mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculada pela diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos.

O Estado também avança na transição energética e na produção de bioenergia. Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição na produção nacional de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol derivado do milho.

No setor sucroenergético, o Estado reúne 22 usinas em operação, das quais três produzem etanol de milho. Outras três plantas estão em implantação. A administração estadual mantém interlocução com o setor por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Biosul, com o objetivo de promover um ambiente de negócios competitivo e sustentável.

O governo estadual assumiu compromisso de tornar o território carbono neutro até 2030. No sucroenergético, foi criada a plataforma Carbon Control para monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa.

Casos empresariais ilustram a transformação industrial do Estado. A Metalfrio, fabricante brasileira de equipamentos de refrigeração de atuação global, iniciou operações em Três Lagoas em 2005. A fábrica passou por três etapas de expansão e concentrizou ali atividades antes desenvolvidas em São Paulo. A unidade tem capacidade para produzir até 500 mil equipamentos por ano, atende o mercado nacional e países do Mercosul e emprega mais de mil trabalhadores diretos.

A Usina Sonora, instalada no município de Sonora, foi fundada em 1976 e realizou a primeira safra de cana em 1979. A unidade tem capacidade instalada para 150 mil toneladas de açúcar bruto por ano e produz cerca de 90 mil metros cúbicos de etanol anualmente. Parte da produção abastece a própria frota e outra parte é comercializada em estados como Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A usina também diversificou a matriz energética com geração por biomassa, hidrelétrica e fonte solar, e emprega aproximadamente 1.800 pessoas diretamente.

Esses exemplos refletem a diversificação produtiva do Estado, que combina agregação de valor à produção agrícola, expansão da indústria de transformação e investimentos em energias renováveis.

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