Em 2025, uma média de 12 mulheres foi vítima de violência por dia, totalizando mais de 4,5 mil casos ao longo do ano. O número representa alta de 9% em relação a 2024. Os dados constam do boletim “Elas Vivem: a urgência da vida”, elaborado pela Rede de Observatórios da Segurança e divulgado nesta sexta-feira (6).
O levantamento abrange monitoramento em nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
Foram registrados mais de 950 casos de violência sexual ou estupro, um aumento de cerca de 56% em comparação ao ano anterior. A maior parte das vítimas desses crimes são crianças e adolescentes.
O relatório também contabilizou quase 550 casos de feminicídio e sete de transfeminicídio.
O Pará apresentou o maior crescimento percentual nas ocorrências, com 138 mortes de mulheres e aumento de 167% nos registros de abuso sexual.
Quanto aos agressores, a pesquisa indica que a maioria dos crimes foi cometida por companheiros ou ex-companheiros, respondendo por 78,5% dos casos. Familiares e namorados ou ex-namorados aparecem como outros autores frequentes.
O boletim destaca canais de denúncia disponíveis: Central de Atendimento à Mulher (180), emergência policial (190), delegacias especializadas de atendimento à mulher e o Disque 100 para casos envolvendo crianças e adolescentes.
Como encaminhamento, o estudo recomenda que estados e o governo federal implementem campanhas estruturais de prevenção, além das respostas imediatas. Entre as frentes sugeridas estão ações de educação básica, iniciativas para desconstrução cultural e maior engajamento social.



