A polícia indiciou três sócios de uma academia da zona leste de São Paulo após sete frequentadores passarem mal depois de usar a piscina no último sábado. Uma das vítimas morreu; outras pessoas permanecem internadas.
A vítima fatal foi identificada como Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Entre os intoxicados está o marido dela, que segue internado em estado grave.
O delegado responsável pelo caso solicitou a prisão temporária dos proprietários para evitar possível interferência nas apurações. Os três sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual.
Peritos encontraram, durante os trabalhos no domingo, forte odor de produto químico no local. As investigações apontam que a mistura preparada no estabelecimento continha quantidade excessiva de cloro — o equivalente ao uso semanal aplicado em apenas um dia.
Segundo apuração, o produto não chegou a ser diluído na água; em vez disso, os frequentadores da piscina teriam inalado gases tóxicos gerados pela substância colocada ao lado do tanque. O frasco do produto foi encontrado próximo à piscina e será analisado.
A polícia informou que o manobrista responsável pela preparação da mistura não deve ser, a princípio, responsabilizado criminalmente. As autoridades aguardam os resultados dos exames químicos da água e do produto para confirmar as causas das intoxicações.
Investigadores ainda apontam que os donos da academia não se colocaram à disposição das vítimas. Pessoas que procuraram a polícia relataram não ter sido contatadas pelos responsáveis pelo estabelecimento.



