domingo, março 29, 2026
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Ministério da Saúde anuncia nova Policlínica em Dourados durante solenidade

Serão investidos R$ 22.629.351,08 no projeto, sendo R$ 5.629.257,08 em recursos próprios da Prefeitura de Dourados e outros R$ 17.000.010,00 em recursos do Governo Federal através do Novo Programa de Aceleração do Crescimento; ato acontece nesta sexta-feira, a partir das 8h30, na Câmara Municipal

A Superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul realiza nesta sexta-feira (6), às 8h30, na Câmara Municipal, a solenidade de anúncio da construção da Policlínica Regional de Dourados. O projeto foi viabilizado pela Prefeitura de Dourados por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde) e substituirá os atendimentos especializados hoje realizados no Posto de Atendimento Médico (PAM).

O investimento previsto é de R$ 22.629.351,08, sendo R$ 5.629.257,08 de recursos próprios do município e R$ 17.000.010,00 provenientes do Governo Federal pelo PAC. A proposta havia ficado paralisada no Ministério da Saúde e foi retomada pela atual gestão no primeiro semestre do ano passado. Dourados figura entre os 55 municípios selecionados pelo programa federal.

Na semana passada, a Prefeitura publicou no Diário Oficial o aviso de homologação e adjudicação da Concorrência Eletrônica nº 012/2025. A empresa vencedora é a Trento Soluções em Construções Ltda., contratada para executar a obra.

A nova policlínica pretende ampliar o acesso a consultas e exames especializados, reduzir filas, fortalecer a atenção secundária e melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população de Dourados e da região.

As unidades de policlínica previstas no PAC 2023–2026 têm abrangência regional e integram o Sistema Único de Saúde (SUS). Elas oferecerão consultas presenciais e teleconsultas em diversas especialidades, além de serviços de diagnóstico e terapias em nível ambulatorial, com objetivo de aumentar a resolutividade e promover cuidado integrado em ato único.

A estrutura deverá se articular com a rede regional de atenção à saúde, atuando de forma complementar e contínua à Atenção Primária para agilizar o encaminhamento e o tratamento especializado.

Quanto à organização dos serviços, a arquitetura funcional segue blocos de atividades: consultas, exames, procedimentos, recepção/acolhimento e áreas de apoio. O espaço físico será composto por consultórios, salas de exames e de procedimentos, com fluxos organizados que permitem o cruzamento quando for necessário realizar mais de um atendimento por paciente.

O modelo atual de atenção especializada no SUS apresenta, segundo o diagnóstico do programa, fragmentação de ações que reduz a resolutividade, aumenta o tempo de espera e provoca deslocamentos entre serviços. Essas deficiências também elevam o absenteísmo e os custos ao postergar ciclos diagnósticos e intervenções oportunas.

As principais linhas de cuidado previstas para os núcleos integrados incluem: atenção integral à saúde da mulher, do homem e da criança; cuidado às condições crônicas não transmissíveis (como AVC, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, diabetes, doença renal crônica, dor torácica, doenças metabólicas e obesidade); atenção às vítimas de violência (mulher, criança, idoso e população LGBT); e saúde mental. Haverá ainda foco em cuidados ortopédicos, otorrinolaringologia e reabilitação.

Os setores especializados da Policlínica Regional devem ser organizados em núcleos, entre eles: acolhimento, cuidados às condições crônicas, cuidados de feridas complexas/Pé Diabético/Estomias, saúde da mulher, saúde do homem, saúde da criança, reabilitação/estimulação precoce, otorrinolaringologia, ortopedia, diagnóstico e terapias, apoio às vítimas de violência, saúde do trabalhador e gestão (incluindo saúde digital, regulação interna, inteligência sanitária, ensino, pesquisa e administração).

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