domingo, março 29, 2026
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Dicas eficazes para melhorar a qualidade do sono

O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, incluiu pela primeira vez em sua pesquisa indicadores sobre sono da população das capitais e do Distrito Federal.

Os dados apontam que 20,2% dos adultos entrevistados dormem menos de seis horas por noite, patamar abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, 31,7% relataram ao menos um sintoma de insônia. A prevalência de sintomas de insônia foi maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

A privação de sono está associada a efeitos negativos para a saúde, como aumento da fadiga, dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade, além de impacto sobre o equilíbrio hormonal. Estudos e orientações clínicas indicam que a falta de sono pode alterar hormônios relacionados à fome e à saciedade, levando a um aumento do consumo calórico no dia seguinte — estimativas apontam acréscimo em torno de 500 calorias — e à preferência por alimentos ricos em gorduras e açúcares.

Entre os fatores que comprometem a qualidade do sono estão o consumo excessivo de cafeína e de álcool, ingestão elevada de açúcar, refeições muito gordurosas ou ricas em sódio e jantar em horário muito tardio, que retardam o esvaziamento gástrico e atrapalham a digestão. A apneia do sono também figura como condição que exige avaliação médica quando há suspeita clínica.

Para melhorar a qualidade do sono, recomenda-se atenção a hábitos alimentares e ao horário das refeições — idealmente jantar mais cedo, preferencialmente até cerca de 20h — e evitar estimulantes nas horas que antecedem o descanso. Alimentos fontes de triptofano e magnésio, como banana com aveia, kiwi e leite, podem ajudar quem precisa consumir algo antes de dormir. Também são apontados como benéficos abacate, sementes (de girassol e de abóbora), cereais integrais e mingau de aveia. A presença de carboidratos à noite contribui para a produção de serotonina e melatonina, hormônios envolvidos no início e manutenção do sono.

Casos persistentes de insônia ou sinais de distúrbios respiratórios durante o sono devem ser avaliados por profissionais de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. A adoção de rotinas que favoreçam o descanso tem papel importante na manutenção do bem-estar físico e mental.

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