O Governo de Minas Gerais aplicou multa de R$ 1,7 milhão à mineradora Vale por danos ambientais decorrentes de transbordamentos ocorridos no último domingo nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas, informou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
As fiscalizações da Semad identificaram falhas nos sistemas de drenagem das duas unidades, agravadas pelo intenso volume de chuvas na região central do estado. Em decorrência das constatações, o governo determinou a suspensão imediata das atividades operacionais nas cavas e exigiu ações de limpeza e recuperação das áreas afetadas.
Na Mina de Fábrica, o excesso de água misturado a sedimentos alcançou cursos d’água e áreas da Companhia Siderúrgica Nacional. A autarquia vinculou as penalidades à cava 18, aplicando multa de R$ 1,3 milhão.
Na Mina de Viga, um escorregamento de talude natural transportou sedimentos para o córrego Maria José e para o Rio Maranhão. A turbidez da água chegou a superar em até 30 vezes os limites previstos na legislação ambiental, o que resultou em multa de R$ 400 mil.
Segundo o governo, a Vale afirmou que medidas emergenciais já foram adotadas e que a turbidez retornou ao normal em alguns pontos. A empresa teve prazo de dois dias para apresentar um cronograma de limpeza e de dez dias para encaminhar um plano detalhado de recuperação das áreas degradadas.
A mineradora também informou que os extravasamentos não envolveram rejeitos de mineração, somente terra, e que os eventos foram contidos. As causas estão sendo apuradas e não houve registro de feridos nem relatos de impacto às comunidades vizinhas.



