sexta-feira, março 27, 2026
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Lula e Macron discutem Conselho da Paz de Trump por telefone

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram nesta terça-feira (27) a proposta do chamado Conselho da Paz, idealizado e presidido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com objetivo declarado de pacificar e reconstruir a Faixa de Gaza.

A conversa telefônica, que durou cerca de uma hora, destacou a defesa de ambos pelo fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de que iniciativas de paz e segurança estejam alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios da Carta da ONU, segundo nota do Palácio do Planalto.

Lula foi convidado a integrar o conselho e ainda não respondeu ao convite. A França também recebeu convite, mas já sinalizou recusas.

Nos últimos dias, o presidente brasileiro manteve diálogos com vários líderes internacionais, entre eles os presidentes da China, Rússia e Turquia; o primeiro‑ministro da Índia; e chefes de Estado da Colômbia, Espanha, Canadá e México, segundo o Planalto.

Na segunda (26), Lula teve contato telefônico com Donald Trump. Durante as conversas ficou acordada uma visita de Lula aos Estados Unidos ainda neste ano, em data a ser definida.

Sobre a Venezuela, o Planalto informou que os presidentes trocaram impressões e reiteraram a importância da paz e da estabilidade na região. A reportagem também traz menção a um episódio ocorrido em 3 de janeiro, envolvendo militares dos Estados Unidos na Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, com a vice‑presidência assumida interinamente por Delcy Rodríguez.

Acordo Mercosul-União Europeia

Lula e Macron trataram ainda do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, assinado em 17 de janeiro após 26 anos de negociação. O Palácio do Planalto registrou posicionamento favorável do Brasil em relação ao pacto e à sua contribuição ao multilateralismo e ao comércio baseado em regras.

Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre o acordo, medida que suspende o processo de implementação; o tribunal costuma levar cerca de dois anos para emitir pareceres deste tipo. A França é um dos países que se opõem à ratificação, apontando riscos para a agricultura local diante de importações mais baratas do Mercosul.

Agenda bilateral

Os presidentes também trataram da agenda bilateral e se comprometeram a concluir negociações em andamento, com previsão de assinatura de acordos no primeiro semestre de 2026. O Planalto destacou diálogo frequente entre Brasil e França em temas como defesa, ciência e tecnologia e energia.

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