O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli marcou para os dias 26 e 27 de janeiro os depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na mesma decisão, autorizou as defesas a consultar os autos, que correm sob sigilo.
As oitivas ocorrerão na sede do STF, em Brasília. Parte dos interrogatórios será feita por videoconferência.
Toffoli reduziu o cronograma solicitado pela Polícia Federal (PF), concentrando os interrogatórios em dois dias — a PF havia pedido seis — citando limitações de pessoal e disponibilidade de salas no tribunal.
O inquérito, sob relatoria de Toffoli, investiga crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Depoimentos agendados para 26 de janeiro (por videoconferência)
– Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB
– André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada
– Henrique Souza e Silva Peretto, empresário
– Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master
Depoimentos agendados para 27 de janeiro
– Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB (presencial)
– Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master (presencial)
– Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master (videoconferência)
– Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master (presencial)
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não será ouvido nesta fase. Ele já prestou depoimento à PF em 30 de dezembro e participou de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também não deve depor novamente neste momento.
As oitivas estavam inicialmente previstas para 23 a 28 de janeiro, mas o cronograma foi alterado após determinação do relator. Toffoli solicitou à PF um calendário mais concentrado e determinou à Secretaria Judiciária do STF a reserva de salas e de servidores para os atos.
O inquérito chegou ao STF no fim de 2025. O caso ganhou novo impulso após decisões do relator que reorganizaram a perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. As provas serão reanalisadas com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acesso da Polícia Federal.
A investigação permanece sob sigilo, e novas diligências dependem de autorização direta do relator.



