O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou a criação do “Orçamento do Povo”, iniciativa destinada a permitir que a população influencie a elaboração do Orçamento da União.
Segundo a equipe ministerial, o projeto tem lançamento previsto para o mês que vem. No primeiro ano terá caráter educativo, por conta da aprovação e sanção do orçamento de 2026 já estarem concluídas.
A medida surge em meio a críticas ao chamado “orçamento secreto”, que neste ano destinou cerca de R$ 61 bilhões por meio de emendas parlamentares com baixa transparência. Emenda parlamentar é o mecanismo pelo qual deputados e senadores direcionam parte dos recursos públicos para finalidades específicas, como obras e serviços em suas regiões.
Pelo Orçamento do Povo, cada cidadão terá direito a um voto para escolher uma proposta a ser executada em seu município. A previsão é contemplar cerca de 400 cidades na etapa inicial, incluindo todas as capitais.
Os recursos serão alocados por localidade e sairão de ministérios que aderirem ao programa. Sete pastas já confirmaram participação. Entre as opções de aplicação previstas estão compra de ambulâncias para o Samu (Ministério da Saúde), instalação de praças com Wi-Fi (Ministério das Comunicações), climatização de salas de aula (Ministério da Educação) e ações culturais itinerantes do MovCEU (Ministério da Cultura).
A proposta mais votada em cada localidade será a entregue pelo governo, conforme o formato estabelecido pelo projeto. O objetivo declarado pelas autoridades é fomentar a participação cidadã na definição das prioridades de gasto público.



