sexta-feira, março 27, 2026
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Soldado acusado de matar cabo do Exército será julgado pela Justiça comum

O Tribunal do Júri de Brasília recebeu a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos. Ele é acusado de matar a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília.

Segundo a denúncia, a vítima foi atingida por uma facada no pescoço. Após o ataque, o acusado ateou fogo nas dependências da banda de música do quartel, onde a cabo era lotada. O corpo ficou carbonizado, caracterizando o crime de destruição de cadáver.

O caso foi tipificado como feminicídio, por envolver menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O Ministério Público também apontou circunstância agravante em razão da crueldade e da impossibilidade de defesa da vítima.

Uma semana após o episódio, e concluída a sindicância interna do Exército, Kelvin foi expulso das Forças Armadas e encaminhado ao sistema prisional.

Apesar de o crime ter ocorrido em unidade militar, a Justiça do Distrito Federal entendeu que não há relação com atividade militar. Por isso, a competência para julgar o caso caberá ao Tribunal do Júri, responsável pelos crimes dolosos contra a vida.

A Justiça Militar da União permanece responsável por processar e julgar eventuais crimes conexos de natureza militar.

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