O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta sexta-feira (9) os cinco atletas que serão homenageados no Hall da Fama da entidade, criado em 2018. Entram na lista Oscar Schmidt, Ricardo Santos e Emanuel Rego, além de Alexandre Welter e Lars Björkström.
A comissão avaliadora definiu os novos integrantes no dia 10. Os atletas terão as marcas das mãos e dos pés eternizadas em moldes durante cerimônia cuja data e local ainda serão divulgados.
O Hall da Fama já havia registrado as primeiras homenagens a Jackie Silva e Sandra Pires (vôlei de praia), ao velejador Torben Grael e ao maratonista Vanderlei Cordeiro. Após sete anos de funcionamento, o espaço passa a contar com 39 homenageados. Os quatro últimos incluídos anteriormente foram a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirador Africano Costa (in memoriam), eleitos em 2025.
Breve perfil dos homenageados
Alex Welter e Lars Björkström (vela)
Welter e Björkström conquistaram a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na vela, na classe Tornado, nos Jogos de Moscou de 1980. A dupla encerrou um jejum de 24 anos sem pódios olímpicos do país. A parceria teve início em 1976 e obteve classificações em competições mundiais e olímpicas. Após a aposentadoria, ambos permaneceram ativos no Movimento Olímpico, participando como voluntários na Rio 2016, e são reconhecidos entre os campeões olímpicos vivos mais velhos do país.
Oscar Schmidt (basquete)
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt é referência do basquete brasileiro e internacional. Participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e é o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história do torneio olímpico. Integra o Hall da FIBA e também o Hall da fama do basquete norte-americano, apesar de nunca ter jogado na NBA. Nasceu em Natal (RN) e foi eleito entre os 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Ricardo Santos e Emanuel Rego (vôlei de praia)
A dupla venceu a medalha de ouro nos Jogos de Atenas 2004 e conquistou o bronze em Pequim 2008. No circuito internacional, Ricardo e Emanuel foram campeões mundiais em 2003, acumularam cinco títulos do circuito mundial e ganharam o ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. A parceria contribuiu decisivamente para consolidar o vôlei de praia como uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil.



