A indústria brasileira tem mostrado estabilidade nos últimos meses, operando em patamares semelhantes desde abril de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, na apresentação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
A produção industrial registrou variação nula (0%) em novembro de 2025, o melhor resultado para esse mês desde 2023, quando houve avanço de 1,1%. Em novembro de 2024, a produção havia caído 0,7%.
No acumulado do ano, o primeiro trimestre concentrou os maiores avanços, com março registrando a maior margem mensal do ano, com alta de 1,8%. Em seguida, o setor sofreu perdas em abril e maio e passou a operar em torno do mesmo patamar, com oscilação mantida desde julho.
O relatório do IBGE aponta que a política monetária mais restritiva, com taxa de juros elevada, tem impacto relevante sobre a atividade industrial. O aperto aumenta o custo e dificulta o acesso ao crédito, contribuindo para a menor intensidade do crescimento da produção nos últimos meses.
Em 2025, a indústria registrou seis meses com variação muito próxima de zero: janeiro (+0,1%), fevereiro (0,0%), junho (+0,1%), julho (-0,1%), outubro (+0,1%) e novembro (0,0%).
Ao mesmo tempo, o relatório destaca elementos positivos no mercado doméstico. Há sinais de um mercado de trabalho ainda robusto, com aumento da massa de rendimentos, níveis de ocupação elevados e taxa de desocupação em patamares baixos. Esses fatores ajudam a sustentar a demanda interna e a dar algum suporte ao setor industrial, apesar do cenário de aperto monetário.
O balanço do IBGE indica, portanto, um setor com crescimento de baixa intensidade, influenciado pela combinação entre condições financeiras mais restritivas e um mercado de trabalho relativamente favorável.



