segunda-feira, março 30, 2026
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Geriatra alerta: idosos devem ter cautela ao usar canetas emagrecedoras

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alertou para os riscos do uso de “canetas emagrecedoras” por idosos, apontando que a falta de supervisão médica pode acelerar o declínio funcional em pessoas com 60 anos ou mais.

Entre os efeitos adversos imediatos estão náuseas, vômitos e dificuldade para ingerir alimentos e líquidos, o que pode evoluir para desidratação e distúrbios eletrolíticos. A médio prazo, o uso inadequado também pode levar à desnutrição.

A instituição destaca que aproximadamente um terço do peso perdido com essas medicações corresponde a massa magra. Essa redução de músculo na população idosa pode comprometer a funcionalidade e aumentar o risco de síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.

As canetas emagrecedoras são medicamentos indicados para tratamento de obesidade, diabetes e apneia do sono. A SBGG ressalta que não há indicação médica para o uso desses fármacos com objetivo exclusivamente estético ou para perda de poucos quilos.

No manejo da obesidade em idosos, a entidade recomenda acompanhamento multidisciplinar: avaliação e monitoramento médico, orientação nutricional e suporte de fisioterapia ou educação física. A prática regular de exercícios, especialmente treinos de força e musculação, é apontada como fundamental para minimizar a perda de massa muscular durante o emagrecimento.

A SBGG também enfatiza que emagrecimentos muito rápidos aumentam a tendência à perda de músculo. Por isso, a redução de peso deve ser realizada de forma gradual e supervisionada, com atenção à ingestão adequada de calorias, vitaminas e minerais e ao suporte psicológico quando houver restrição calórica.

Outro ponto destacado é o risco associado ao comércio ilegal desses medicamentos. Produtos obtidos fora de farmácias autorizadas podem ser falsificados ou contaminados, trazendo perigo por desconhecimento da formulação, manipulação inadequada e possível contaminação por microrganismos.

Por fim, a entidade lembra que a exigência de receita médica para esses medicamentos tem como objetivo garantir avaliação e acompanhamento profissional, reduzindo riscos e permitindo que possíveis efeitos adversos sejam identificados e tratados.

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