domingo, março 29, 2026
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Prefeitura intensifica ações contra a hanseníase com ênfase no diagnóstico precoce

Unidades de saúde de Dourados realizam busca ativa, orientações e encaminhamentos; município registra 100% de cura nos casos acompanhados pelas equipes do Programa de Controle da Hanseníase

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro, a Prefeitura de Dourados intensificou ações de prevenção, controle e orientação em toda a rede pública de saúde. As atividades são coordenadas pelo Programa Municipal de Controle da Hanseníase, com apoio da Atenção Primária à Saúde, e têm foco nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

As equipes realizam busca ativa de casos suspeitos, aplicação de questionários, visitas domiciliares com orientações e avaliações clínicas. Pessoas com sinais ou alterações são encaminhadas pela própria UBS para avaliação especializada no Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase (CRTH), visando acompanhamento e início rápido do tratamento quando necessário.

O trabalho sistemático da rede de saúde tem refletido nos indicadores locais. Em 2024 foram registrados 15 casos no município e, em 2025, 13 casos — ambos os anos com taxa de cura de 100%. A Secretaria Municipal de Saúde informa que, apesar da concentração de ações educativas em janeiro, as UBSs permanecem abertas durante todo o ano para avaliação de suspeitas e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A prefeitura reforça a importância de atenção aos sinais da doença: manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamento, redução da força muscular e nódulos pelo corpo. Ao observar qualquer alteração, a recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

HANSENÍASE

A hanseníase pode acometer pessoas de ambos os sexos e qualquer faixa etária. Em geral, exige exposição prolongada à bactéria para que a doença se desenvolva, e apenas uma parcela dos infectados apresenta manifestação clínica. Lesões nos nervos podem causar deficiências físicas e são a principal causa do estigma associado à doença.

O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos novos, o que mantém a hanseníase como problema importante de saúde pública. A doença é de notificação compulsória e de investigação obrigatória. Desde a década de 1980, políticas institucionais alteraram a estratégia de atenção, com o encerramento de hospitais-colônia que advogavam internação compulsória.

O diagnóstico baseia-se no exame clínico dermatológico e neurológico, à procura de lesões cutâneas ou áreas com alteração de sensibilidade e de comprometimento de nervos periféricos. Casos suspeitos de envolvimento neural sem lesão cutânea evidente, ou com alterações sensoriais/autonômicas duvidosas, são encaminhados para unidades de maior complexidade para confirmação diagnóstica.

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