segunda-feira, março 30, 2026
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Ministro Moraes mantém preso condenado por atentado a bomba no aeroporto de Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve, nesta terça-feira (30), a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues. Alan foi condenado por tentativa de ataque ao instalar uma bomba no eixo de um caminhão-tanque nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.

Na Petição (Pet) 12445, o ministro fundamentou a decisão no risco de reiteração criminosa caso o réu seja liberado, além do histórico de fuga do acusado. Após o atentado frustrado, Alan deixou Brasília e só foi preso em junho deste ano, em Mato Grosso, após ser localizado pela polícia. A decisão foi publicada na quarta-feira (31).

Moraes também afirmou que não houve fato novo capaz de alterar a necessidade da custódia cautelar. Em outubro, o ministro já havia negado pedido de soltura apresentado pela defesa.

Prisões e denúncias

Alan está preso desde junho por determinação do STF, depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra ele e outras duas pessoas. A acusação inclui tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa armada, além do pedido de prisão preventiva.

Dois outros envolvidos no episódio da bomba foram identificados. O blogueiro Wellington Macedo de Souza foi condenado a seis anos de prisão por planejar o atentado e por ter dado carona a Alan no dia do fato. George Washington de Oliveira Sousa admitiu a compra de materiais usados na tentativa, como explosivos e munições.

Condenações anteriores e remessa ao STF

Processos anteriores apontam que Alan instalou a bomba em um caminhão-tanque nas proximidades do aeroporto e recebeu o artefato em um acampamento montado diante do Quartel‑General do Exército, local onde participantes defendiam um golpe de Estado.

Em maio de 2023, a 10ª Vara Federal do Distrito Federal julgou e condenou Alan Diego e outros dois réus a cinco anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelos crimes de explosão e incêndio. Posteriormente, a investigação foi remetida ao STF para apuração de possíveis crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do STF decidiu por unanimidade aceitar a denúncia da PGR e tornar Alan réu por crimes mais graves relacionados à tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.

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