A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre registrou números inéditos. Foram 55 mil inscritos provenientes de 44 países, com participação feminina alcançando 47% do total — a maior proporção da história da prova.
A prova, que encerra o calendário esportivo nacional, será disputada na manhã desta quarta-feira (31). A programação começa às 7h25 com a largada da categoria Cadeirantes. Às 7h40 saem as elites A e B femininas. Às 8h05 largam as elites A e B masculinas, atletas com deficiência e os pelotões Premium masculino e feminino, seguidos pelo pelotão geral.
Desde 1991 o percurso oficial tem 15 quilômetros. O trajeto parte da Avenida Paulista, nº 2.084, passa pela subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e tem chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista, nº 900, com pequenas alterações ao longo dos anos.
A centésima edição reúne representantes do elite nacional e internacional. Entre os brasileiros inscritos estão Núbia de Oliveira e Jeane dos Santos, enquanto nomes estrangeiros no pelotão de elite incluem atletas do Quênia e da Tanzânia, entre outros países.
No feminino, o domínio internacional é notório: corredoras quenianas ocupam o lugar mais alto do pódio de forma consecutiva desde 2016. No masculino, o último vencedor brasileiro foi Marilson Gomes dos Santos, em 2010, e desde então os pódios têm sido majoritariamente ocupados por atletas africanos.
Historicamente, a participação feminina na São Silvestre tem trajetória de resistência: a presença das mulheres na prova passou a ser permitida oficialmente a partir de 1975. A edição de 2025 marca, com os novos números de inscrição, uma ampliação expressiva dessa participação.
A centésima São Silvestre será acompanhada por grande público nas ruas de São Paulo e encerra um ano de competições no país.



