quarta-feira, março 25, 2026
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Festas de fim de ano: consumo de álcool eleva riscos à saúde

O consumo de bebidas alcoólicas tende a crescer durante as festas de fim de ano, impulsionado por confraternizações e reuniões familiares. O aumento da ingestão nessa época está associado a maiores riscos à saúde física e mental e a prejuízos nas relações sociais.

Documentos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam que não existe consumo totalmente seguro de álcool: qualquer quantidade pode trazer danos à saúde.

Entre os problemas mais frequentes nesse período estão quedas, intoxicações e a diminuição da vigilância de crianças em ambientes com adultos alcoolizados. Serviços de emergência costumam registrar casos de ingestão acidental entre menores durante as festas.

Há também aumento de episódios de agressividade, riscos associados à mistura de álcool com medicamentos e maior probabilidade de direção sob efeito de álcool, o que eleva a ocorrência de acidentes e conflitos familiares.

Para pessoas em tratamento ou em recuperação do uso problemático de álcool, o fim de ano é um período de maior vulnerabilidade e risco de recaída, em parte devido à maior oferta de bebidas e à normalização cultural do consumo nesse período.

O álcool é frequentemente utilizado como estratégia para amenizar tristeza, ansiedade e frustrações típicas dessa época, mas essa prática pode agravar sintomas de ansiedade e depressão.

Preocupação com adolescentes

O 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado em setembro de 2025 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta mudanças no perfil de consumo. Entre adultos, a proporção de pessoas que bebem regularmente caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. Em contrapartida, o consumo pesado de álcool (definido como 60 g ou mais em uma ocasião) aumentou entre menores de idade, passando de 28,8% em 2012 para 34,4% em 2023.

O consumo de álcool por adolescentes é ilegal e potencialmente prejudicial ao cérebro em desenvolvimento. Autoridades de saúde e especialistas recomendam presença familiar ativa e mensagens claras sobre a não utilização de bebidas alcoólicas por menores, além de orientar que o álcool não seja tratado como elemento central das celebrações.

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