No encerramento da COP30, realizado em Belém, Pará, nesta quarta-feira, 19 de novembro, foram abordadas práticas agrícolas sustentáveis e sistemas alimentares eficazes. O encontro também focou na recuperação de terras degradadas e no fortalecimento da agricultura familiar.
O Brasil, junto a mais nove países, anunciou a iniciativa global “Investimento em Agricultura Resiliente”, que visa acelerar o financiamento e a adoção de tecnologias para a recuperação de áreas agrícolas. Estima-se que a recuperação de apenas 10% dessas terras poderia gerar adicionalmente 44 milhões de toneladas de alimentos anualmente.
Uma reunião de alto nível ocorreu durante o dia, celebrando os 117 “Planos para Acelerar Soluções”. O evento colocou em destaque a execução da Agenda Global de Ação Climática, sublinhando as conquistas alcançadas nos últimos anos e nas duas semanas de discussões em curso.
Em coletiva de imprensa à noite, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, informou que as negociações estão em andamento, mas que a conferência já produziu documentos que possibilitam a implementação de ações necessárias para enfrentar as alterações climáticas.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se referiu ao “Mapa do Caminho”, apresentado pelo Brasil, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis, afirmando que esse plano oferece uma base para que países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento, definam suas trajetórias de forma mais eficaz.
Nesta quinta-feira, 20 de novembro, a agenda contemplará temas como “Ação Climática centrada nas pessoas”, ressaltando a importância das mulheres e meninas negras, além de abordar “Soluções Climáticas Sensíveis à Raça” e a igualdade étnica. Ao final do dia, deve ser divulgado um “Balanço Geral da COP30”, delineando os próximos passos da discussão.



