sábado, março 28, 2026
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SP: polícia manda alerta sobre roubos para mil celulares

A Polícia Civil de São Paulo enviou cerca de mil notificações a proprietários de celulares que estão com restrições por roubo ou furto. Essa iniciativa é parte do SP Mobile, um sistema da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) criado para recuperar dispositivos. Os donos foram identificados através da combinação de dados de boletins de ocorrência e informações de operadoras de telefonia.

Os notificados têm um prazo de três dias para se apresentar em uma delegacia e comprovar a origem legal dos aparelhos ou realizar a devolução voluntária. A falha em atender a essa intimação pode resultar em acusação por crime de receptação, dependendo das circunstâncias.

Implantado em junho deste ano, o SP Mobile emite notificações mensalmente. Além dessas comunicações, a polícia também realiza buscas com base em mandados judiciais e fiscalizações em estabelecimentos comerciais. Conforme dados do governo estadual, mais de 11 mil celulares foram recuperados até agora, por meio de comparecimentos e operações das Polícias Civil e Militar em locais suspeitos de receptação e venda de aparelhos ilegais.

Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública registrou a entrega espontânea de dispositivos por pessoas que não receberam notificações. Isso demonstra um aumento na conscientização sobre a origem dos celulares adquiridos e um maior alinhamento com o trabalho das forças de segurança.

Em uma ação ocorrida na última terça-feira (4), a Polícia Civil deteve dois homens e uma mulher, apreendendo 43 celulares. Os indivíduos estavam envolvidos em uma rede de receptação na capital. As prisões aconteceram em um estabelecimento no centro da cidade, utilizado como fachada para o crime. Durante a operação, foram encontrados ainda oito capacetes, seis relógios, um carro de luxo, uma arma de fogo falsa e diversos itens que serviam para esconder os aparelhos e evitar rastreamento. Investigações indicam que a quadrilha movimentava de 20 a 30 celulares diariamente.

Onze pessoas foram levadas ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para depor e passarão a ser investigadas por envolvimento na organização. Essa quadrilha estava em apuração há cerca de três meses pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat). Na fase inicial da operação, em setembro, dois homens também foram detidos em uma central de receptação na Barra Funda, zona oeste da capital.

Segundo a SSP, os operantes do esquema tinham uma estrutura organizacional definida, com funções específicas que incluíam desde o roubo dos aparelhos até a revenda no mercado clandestino, incluindo exportações.

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