segunda-feira, março 30, 2026
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Copom se reúne nesta quarta para decidir sobre a manutenção da Taxa Selic em 15% ao ano

A inflação no Brasil apresenta sinais de desaceleração, embora alguns preços, especialmente o da energia, continuem a exercer pressão. Nesta quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para discutir a Selic, que se encontra em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. Desde setembro do ano passado, a taxa teve sete elevações consecutivas, mas permanece inalterada nas duas últimas reuniões, em julho e setembro.

A decisão sobre a taxa será divulgada à noite. Na última ata, o Copom indicou que a Selic deve se manter em 15% ao ano por um período prolongado. A análise do fórum também apontou que a economia dos Estados Unidos e suas tarifas têm influenciado mais o cenário do que questões estruturais relacionadas aos preços de mercado. No âmbito interno, a pressão da energia continua sendo um fator relevante para a inflação, ainda que a economia mostre sinais de desaceleração.

De acordo com o boletim Focus, um levantamento semanal com analistas de mercado, a Selic deve se manter neste patamar até pelo menos o final de 2025 ou início de 2026. No entanto, existe divergência quanto ao momento em que os juros começarão a ser reduzidos.

Em relação à inflação, a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses. O preço médio dos alimentos caiu pelo quinto mês consecutivo, e a divulgação do IPCA completo referente ao mês de outubro está agendada para o dia 11.

O boletim Focus também revela que a expectativa de inflação para 2025 foi ajustada para 4,55%, comparado a 4,8% em levantamentos anteriores. Essa projeção permanece ligeiramente acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, considerando um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

A Selic, como taxa básica de juros, é fundamental para negociações de títulos públicos e serve de referência para outras taxas econômicas. É o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, com operações diárias no mercado aberto. A elevação dos juros visa conter a demanda, o que pode ter reflexos nos preços, já que juros mais altos tornam o crédito mais caro e estimulam a poupança.

Por outro lado, uma redução da Selic geralmente resulta em um aumento da oferta de crédito, incentivando o consumo e a produção, o que pode contribuir para a atividade econômica.

O Copom se reúne a cada 45 dias, realizando apresentações técnicas no primeiro dia e, no segundo, definindo a taxa Selic. Desde janeiro, o Banco Central adota um novo sistema de meta contínua para a inflação, com uma meta de 3% e um intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Recentemente, o último Relatório de Política Monetária apontou uma expectativa de que o IPCA termine 2025 em 4,8%, embora essa estimativa possa ser revisada conforme o comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do relatório deve ser divulgada no final de dezembro.

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