### Curupira é escolhido como mascote da COP30
No coração das florestas brasileiras, um ser mítico conhecido como Curupira, que possui cabelos ruivos e pés voltados para trás, se destaca como um guardião da natureza. Este ser é uma figura emblemática da cultura popular, representando tanto a proteção das florestas quanto a punição àqueles que as degradam. Sua presença é marcante, atraindo os incautos com gritos que imitam pessoas em perigo e criando pistas falsas no solo.
A Conferência do Clima da ONU, a COP30, ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará, com a Cúpula dos Chefes de Estado marcada para os dias 6 e 7. O Curupira foi escolhido como símbolo da identidade visual do evento, reflectindo o compromisso do Brasil com a preservação ambiental e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A primeira referência escrita ao Curupira data de 1560, em uma carta do padre jesuíta José de Anchieta. A denominação tem origem no tupi-guarani, onde “curumim” significa menino e “pira” significa corpo, demostrando a conexão cultural com a natureza.
Em julho, a identidade visual da COP30 foi lançada, e em setembro o Curupira fez uma aparição marcante representando o evento no desfile de Independência, em Brasília. Essa é a primeira vez que a Conferência conta com um mascote, destacando a relevância do Curupira na luta pela conservação ambiental.
Ao longo das edições da COP, desde a ECO92, a conferência sempre apresentou uma identidade visual ligada à sustentabilidade e aos elementos do país anfitrião. Na COP29, realizada em 2024 no Azerbaijão, o símbolo utilizado consistiu em cinco folhas estilizadas interconectadas, representando a relação entre humanidade e natureza.
A COP30 promete continuar essa tradição, buscando unir esforços globais em prol da proteção do meio ambiente.



