segunda-feira, março 30, 2026
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Críticas de ONG à operação policial nos complexos da Penha e do Alemão

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma organização não governamental voltada para questões de segurança, manifestou sua desaprovação em relação à recente megaoperação realizada pelas polícias civil e militar nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação resultou na morte de mais de 120 pessoas, incluindo quatro policiais, e na apreensão de 118 armas, sendo a maioria fuzis e 14 artefatos bélicos. O posicionamento foi divulgado em uma nota pública no dia 29 de agosto.

O fórum é composto por mais de 230 policiais, pesquisadores e representantes de diversas organizações da sociedade civil. Em sua nota, enfatizou que sua crítica não é direcionada às instituições policiais, mas sim à defesa de que a segurança pública deve ser um direito social universal, fundamental para a cidadania.

O documento também destacou a falta de coordenação entre as iniciativas federais e estaduais e a necessidade de investimento em interconexão entre investigação criminal e inteligência financeira, envolvendo órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. Segundo a entidade, a operação não impactaria significativamente o crime organizado, que rapidamente substituiria as perdas.

O Comando Vermelho foi citado como uma das principais facções criminosas do Brasil, sendo considerado uma ameaça ao Estado de Direito, que deve ser combatido. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre a condução da operação, sugerindo que o governo do Rio de Janeiro teria priorizado uma abordagem política em detrimento de um planejamento estratégico e operacional apropriado.

Além disso, a entidade criticou duramente a maneira como os corpos foram resgatados. Diversos corpos teriam sido deixados na mata próxima ao complexo sem procedimentos adequados de isolamento e preservação da cena do crime, o que contraria normas da legislação processual penal. A nota enfatiza que a discussão não se trata de ideologia, mas sim da necessidade de seguir a lei.

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