A recuperação da Mata Atlântica enfrenta sérios desafios, mesmo após a implementação de leis como a da Mata Atlântica e a do Código Florestal. Dados do MapBiomas, divulgados recentemente, indicam que menos de um terço do bioma original ainda está preservado. O estudo revela que, após um leve aumento na cobertura florestal devido à Lei da Mata Atlântica de 2006, a situação se deteriorou a partir de 2015, quando as áreas de desmatamento e recuperação se igualaram, mesmo com as medidas do Código Florestal de 2012.
Em 2022, as áreas destinadas à pastagem na Mata Atlântica corresponderam à soma das áreas de floresta, mangue e restinga. Ao longo de quatro décadas, o bioma perdeu 11,5% de sua vegetação nativa, com os estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registrando as maiores perdas relativas. Em contrapartida, São Paulo e Rio de Janeiro registraram um crescimento nas áreas florestais.
Compreendendo a importância de áreas de proteção permanente e regiões não mecanizáveis para a recuperação, foi notado um aumento de mais de 80 mil hectares em cada estado mencionado. Esse crescimento, embora modesto, representa um avanço na preservação das florestas.
Atualmente, a Mata Atlântica possui a menor cobertura de vegetação nativa entre todos os biomas brasileiros, tornando crucial a adesão às leis de proteção. A preservação das áreas florestais, independentemente de sua maturidade, se mostra vital para reverter a atual tendência de degradação.
O bioma abrange 17 estados do Brasil, onde metade da área urbanizada do país se localiza, além de abrigar um terço da produção agrícola nacional.



