sábado, março 28, 2026
InícioEducaçãoComunidades se unem para transformar escolas em ambientes resilientes às mudanças climáticas

Comunidades se unem para transformar escolas em ambientes resilientes às mudanças climáticas

Após mais de um ano das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, o estado ainda está em processo de recuperação das escolas e da Secretaria de Educação afetadas. De acordo com autoridades, oito instituições educacionais ainda não retornaram aos seus prédios originais.

A reconstrução vai além da simples restauração de edifícios; o foco é a implementação de um plano de contingência que prepare tanto a infraestrutura quanto a comunidade escolar para enfrentar tempestades e alagamentos, fenômenos naturais que têm se tornado mais frequentes na região devido às mudanças climáticas.

Um estudo realizado em parceria com o Banco Mundial identificou 730 escolas em risco de danos e apontou 87 delas como as mais vulneráveis. Essas escolas estão em fase de teste de um plano de contingência que visa garantir a continuidade do aprendizado mesmo em situações de crise.

Recentemente, a secretária estadual de Educação participou do II Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação, onde foram discutidas estratégias para a formação de sociedades mais justas e sustentáveis. A experiência do Rio Grande do Sul, que lidou com longos períodos sem aulas devido a desastres, evidenciou a importância de uma preparação integral da comunidade escolar.

Atualmente, foram elaborados planos de contingência em colaboração com consultorias nacionais e internacionais, fornecendo diretrizes claras sobre como agir antes, durante e após emergências. A adesão da comunidade é vista como fundamental para a efetividade dessas ações, pois cada escola deve adaptar seu plano de acordo com suas particularidades.

Um exemplo de iniciativa resiliente é a criação do Ginásio Resiliente, projetado para atividades esportivas e também como espaço emergencial. Esta estrutura robusta deve garantir a segurança e permitir que a escola funcione mesmo em situações de crise.

As inundações de 2024 impactaram duramente o estado, atingindo 478 das 497 cidades e afetando 2,4 milhões de pessoas, com uma tragédia que deixou 184 mortos e 25 desaparecidos.

A experiência gaúcha em enfrentar essas adversidades também foi compartilhada em Valência, na Espanha, onde um arquiteto envolvido na reconstrução de uma escola local destacou a importância de ouvir a comunidade escolar durante o processo.

O evento promovido pela Santillana e pela OEI culminou com a premiação do projeto vencedor do Prêmio Escolas Sustentáveis, que reconheceu propostas inovadoras de instituições de ensino no Brasil, México e Colômbia. O projeto premiado, da Institución Educativa Comercial de Envigado na Colômbia, foca na formação de uma gestão comunitária de projetos socioambientais.

Entre as iniciativas brasileiras, a Escola Estadual Brasil, em Limeira, foi finalista no Ensino Médio com um sistema de alerta precoce para desastres naturais, e a Creche Municipal Magdalena Arce Daou, em Manaus, destacou-se na Educação Infantil com um projeto que une arte e sustentabilidade.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES