No Dia Nacional do Professor, celebrado nesta quarta-feira (15), o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou a necessidade de valorização dos docentes no Brasil. Durante uma cerimônia no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, ele enfatizou a importância de uma remuneração adequada para os professores, destacando iniciativas do governo voltadas para a educação, como o programa Pé de Meia e a Carteira Nacional Docente do Brasil, que foi oficialmente lançada na ocasião.
Santana enfatizou que a educação é crucial para transformar a vida das pessoas em um país marcado por desigualdades.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também abordou a questão salarial dos professores, lembrando de sua experiência como docente desde os 17 anos. Ela destacou a importância de uma remuneração justa e o impacto dos programas de cotas nas universidades que beneficiaram sua formação.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também participou da solenidade e tratou do aumento salarial dos professores municipais. Ele anunciou que a categoria receberá um reajuste, o que foi bem recebido pelo público presente, que inicialmente reagiu com vaias.
Conforme o Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), os professores municipais estão sem aumento há 18 meses, uma situação que se repete em diversas prefeituras do estado. A entidade alertou que a categoria está insatisfeita e lutando contra essa realidade, afirmando que não há o que celebrar neste dia.
O panorama para os educadores brasileiros é desafiador, conforme o relatório Education at a Glance da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que revelou que, no ano passado, os docentes no Brasil recebiam menos e trabalhavam mais em comparação à média dos países-membros. Em 2023, o salário médio anual dos professores do ensino fundamental foi de R$ 128 mil, 47% abaixo da média da OCDE. Além disso, os educadores brasileiros lecionam 800 horas anualmente, superando a média de 706 horas entre os países da organização.
O Brasil também está debatendo o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estipula metas para o setor educacional nos próximos dez anos. Segundo o relatório apresentado na Câmara dos Deputados, será necessário investir 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para garantir uma educação de qualidade.
Na cerimônia, foi iniciada a emissão da Carteira Nacional Docente do Brasil, com 1.500 professores recebendo o documento. Esta nova identidade funcional proporcionará descontos em eventos culturais, como cinema e teatro, além de vantagens em parceiras comerciais.



