Dourados enfrenta surto de chikungunya que levou um vereador a pedir intervenção federal com foco nas aldeias indígenas, onde foram registradas todas as mortes relacionadas à doença no município.
A Secretaria Municipal de Saúde informou 2.680 casos prováveis, 1.387 confirmados e taxa de positividade de 74,9%. Até o momento, cinco óbitos foram confirmados entre indígenas; outros dois óbitos na Reserva estão em investigação.
Em publicação extraordinária no Diário Oficial durante o feriado da Sexta-Feira Santa, o município decretou situação de emergência em saúde pública após avaliação de risco alto pelo Cievs.
Na sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (6), o vereador Rogério Yuri (PSDB) solicitou que o Governo Federal edite um decreto específico para as aldeias, com medidas adaptadas às particularidades dessas comunidades. Entre as propostas apresentadas estão o reforço de recursos financeiros, ampliação da assistência em saúde e ações emergenciais direcionadas às reservas.
O parlamentar também pediu a decretação de estado de calamidade pública nas aldeias, apontando que isso permitiria acelerar contratações, dispensar licitações e viabilizar o envio imediato de recursos, além de reforçar equipes de saúde, ampliar ações de controle do mosquito transmissor e estruturar atendimentos emergenciais nas áreas mais afetadas. Ainda cobrou maior mobilização da bancada federal e a destinação de recursos adicionais.
Embora equipes de resposta já tenham sido mobilizadas, a situação segue instável. Entre as medidas em curso estão o reforço com 50 agentes de endemias, 40 militares e apoio da Força Nacional do SUS. As ações incluem visitas domiciliares, campanhas de informação e alertas em português e guarani. As autoridades locais avaliam que essas iniciativas ainda não são suficientes diante da rapidez da propagação.



