A vacinação durante a gestação não apenas protege contra a covid-19, mas também diminui a probabilidade de complicações como partos prematuros, morte fetal e anomalias congênitas. Essa informação foi divulgada em um estudo abrangente apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Pediatria, o qual analisou mais de 200 investigações realizadas entre 2021 e 2023, com dados de cerca de 1,2 milhão de gestantes.
O estudo revelou que a vacinação reduz em 58% o risco de infecção pela covid-19. Além disso, foram observadas diminuições significativas nas complicações entre as mulheres vacinadas, com uma redução de 34% nos partos prematuros antes das 28 semanas, 25% nos natimortos, 17% nas anomalias congênitas e 9% nas admissões em unidades de terapia intensiva neonatal.
No Brasil, a cobertura vacinal contra a covid-19 em gestantes permanece baixa. O Ministério da Saúde registrou apenas 191 mil doses aplicadas neste ano, representando menos de 10% das cerca de 2,3 milhões dadas no ano anterior. Até agora, 20,1 milhões de vacinas foram distribuídas, com apenas 6,8 milhões administradas.
A vacinação não só beneficia as gestantes, mas também protege os recém-nascidos, que são altamente vulneráveis. Dados recentes informam que, até setembro, houve 1.125 mortes por covid-19 no país, com 39 ocorrendo em crianças menores de 2 anos. Como a vacinação para bebês só é possível após os 6 meses, a imunização das gestantes se torna essencial para a proteção dos recém-nascidos.
Especialistas enfatizam a importância de profissionais de saúde incentivarem a vacinação às gestantes. Estudos indicam que, quando um médico recomenda a vacina, a taxa de aceitação ultrapassa 90%. Em contrapartida, a hesitação vacinal é frequentemente causada pela falta de informação ou pela disseminação de dados equivocados.
As autoridades de saúde visam fornecer informações precisas para que ginecologistas e obstetras possam orientar as pacientes de forma eficaz, fortalecendo a confiança na vacinação e mitigando a desinformação sobre potenciais riscos.



