sexta-feira, março 27, 2026
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Universidades articulam ações conjuntas para preservar o Cerrado

Dezenove universidades se uniram para lançar o Instituto Nacional do Cerrado (INC), criado em dezembro de 2025 para articular pesquisas voltadas ao desenvolvimento sustentável do bioma. A sede provisória ficará na Universidade de Brasília (UNB).

O INC terá como diretora executiva a professora de ecologia da UNB Mercedes Bustamante. A instituição deve coordenar projetos científicos e promover planejamento territorial baseado em evidências para apoiar políticas públicas e práticas de uso do solo.

O Cerrado, segundo maior bioma do país e considerado berço das águas, enfrenta pressão do desmatamento. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou perda de 7.200 km² de vegetação nativa entre agosto de 2024 e julho de 2025 — o segundo ano seguido de queda nessa taxa de perda.

A estruturação administrativa e financeira do INC é apontada como desafio para viabilizar captação de recursos junto a órgãos nacionais e internacionais, inclusive o Fundo Amazônia. A previsão inicial de recursos é de R$ 10 milhões por ano, valor destinado a bolsas de pós-doutorado, apoio a jovens cientistas nas instituições participantes, pequena estrutura administrativa e organização de eventos científicos.

A meta é qualificar o INC como organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Atualmente, Cerrado e Pampa são os únicos biomas sem uma unidade de pesquisa específica no âmbito do ministério.

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