quarta-feira, março 25, 2026
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Um ano do Pix por aproximação: adoção permanece baixa

O Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28) com participação marginal nas transações via Pix, segundo dados mais recentes do Banco Central (BC).

Em janeiro, a modalidade representou 0,01% do total de transferências Pix e 0,02% do valor movimentado pelo sistema. Do total de 6,33 bilhões de transferências no mês, 1.057.000 foram realizadas por aproximação. Em valores, foram R$ 568,73 milhões movimentados por essa via, de um total de R$ 2,69 trilhões em janeiro.

Os números mostram crescimento, embora ainda em patamar reduzido. Cinco meses após o lançamento, em julho de 2025, foram registradas 35,3 mil transações por aproximação. Em novembro do ano passado o volume ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de operações.

Também houve avanço nos valores movimentados: R$ 95.100 em julho de 2025; R$ 1.103.000 em agosto; R$ 24.205.000 em novembro; e R$ 133.151.000 em dezembro.

O Banco Central estabeleceu um limite padrão de R$ 500 por transação para o Pix por aproximação quando a operação é feita via Google Pay, carteira digital para dispositivos Android instalada em pouco mais de 80% dos celulares no país. Quando o pagamento é realizado pelos aplicativos das instituições financeiras — que são obrigadas a oferecer o Pix por aproximação — os limites podem ser ajustados. O correntista também pode reduzir o valor por operação e definir um teto diário.

A modalidade usa a tecnologia Near Field Communication (NFC). Para pagar por aproximação, o usuário precisa abrir a carteira digital ou o aplicativo do banco, ativar o NFC e encostar o celular na maquininha de cartão ou na tela do computador em compras online. O processo dispensa a digitação da chave ou a leitura de QR Code e aproxima a experiência à dos cartões contactless, reduzindo o tempo de pagamento em pontos de venda com grande fluxo de público.

Algumas instituições financeiras oferecem o Pix por aproximação associado ao pagamento com cartão de crédito. Nesses casos, há cobrança de juros. Em dezembro o Banco Central desistiu de regular o chamado Pix Parcelado; mesmo assim, bancos e fintechs podem oferecer parcelamento com cobrança de juros sob nomes alternativos, como “Pix no Crédito” ou “Parcele o Pix”.

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