Os representantes dos 384 cursinhos populares gratuitos selecionados pela Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) têm até esta sexta-feira (4) para cadastrar os coordenadores e professores que receberão bolsas do programa. O prazo para o registro dos auxílios de permanência para os estudantes termina no sábado (5).
Os representantes devem seguir as orientações enviadas por e-mail e é importante que os bolsistas também verifiquem suas caixas de spam, garantindo o cadastro dentro do tempo estipulado.
O Ministério da Educação (MEC) esclareceu que os cursinhos que não cumprirem o prazo de cadastramento continuarão na rede CPOP e poderão receber recursos em um novo calendário a ser definido posteriormente.
Estabelecida em março deste ano, a rede visa oferecer suporte técnico e financeiro a estudantes de escolas públicas em situação social vulnerável, com foco em grupos como negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
O principal objetivo dos cursinhos populares e comunitários é preparar os alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A iniciativa federal prioriza cursinhos sem fins lucrativos que não recebem apoio financeiro direto ou indireto. Cada cursinho selecionado receberá R$ 163,2 mil por turma. Esse valor inclui um auxílio de R$ 200 mensais para até 40 alunos por curso, destinado à permanência nos estudos, além de recursos para a contratação de coordenadores e professores por sete meses, apoio de R$ 6 mil para atividades técnicas e administrativas, e a formação de docentes.
Os alunos elegíveis para a bolsa de permanência devem ter uma renda familiar de até um salário mínimo, equivalente atualmente a R$ 1.518. As informações dos bolsistas precisam ser cadastradas na Plataforma da Fiotec, conforme as instruções recebidas por e-mail.
Os cursinhos devem informar os nomes dos coordenadores e professores voluntários até esta sexta-feira. Os estudantes que desejam receber a bolsa de permanência têm até sábado para serem indicados e precisarão apresentar documentação que comprove sua situação financeira posteriormente. O MEC aceita inscrições no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) ou, em casos excepcionais, uma autodeclaração de insuficiência financeira, condicionada à inscrição no CadÚnico.



