quarta-feira, março 25, 2026
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Trump utiliza tarifas para proteger regimes autoritários, segundo Nobel de Economia

Na quarta-feira (9), Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, uma decisão que está causando repercussões significativas nos Estados Unidos. O economista Paul Krugman, colunista do The New York Times e laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 2008, criticou a ação do presidente, descrevendo-a como imprudente e megalomaníaca.

Krugman argumentou que a decisão de Trump não possui justificativas econômicas e, segundo ele, visa proteger Jair Bolsonaro, que enfrenta um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Em suas observações, ele ressalta que Trump não apresenta uma base econômica para suas tarifas, mas sim busca punir o Brasil pela condenação ao ex-presidente.

O colunista traçou um perfil de Bolsonaro, mencionando que ele foi derrotado nas eleições e tentou permanecer no poder por meio de um golpe. Essa situação remete ao ataque ao Capitólio, ocorrido em 2021, quando apoiadores de Trump reagiram à sua própria derrota nas urnas.

Trump expressou em sua mensagem ao governo brasileiro seu desejo de que Bolsonaro, considerado um aliado respeitado, não fosse submetido ao julgamento atual. Ele classificou a situação como uma “caça às bruxas” e clamou pela imediata cessação do processo judicial.

Na visão de Krugman, a atitude de Trump revela seus objetivos autoritários, buscando apoiar líderes semelhantes. Ele utiliza dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) que indicam a China como o maior parceiro comercial do Brasil, que responde por 26,8% das exportações do país, enquanto os Estados Unidos correspondem a apenas 11,4%.

Krugman sugere que as ações de Trump podem servir como base para um processo de impeachment, ressaltando a gravidade de suas decisões. Para ele, a situação atual do governo deve ser reconhecida, especialmente em um momento em que a democracia parece estar em risco.

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