sábado, março 28, 2026
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Trump conquista acordos vantajosos para os EUA e evita represálias por tarifas elevadas

**Acordos Comerciais dos EUA: Assimetria nas Relações com Grandes Economias**

Os acordos comerciais firmados pelos Estados Unidos com nações como União Europeia, Japão, Reino Unido, Indonésia, Vietnã e Filipinas demonstram uma clara assimetria nas condições estabelecidas. Enquanto Washington aumentou as tarifas de importação entre 10% e 20%, os países envolvidos não retaliaram com taxas equivalentes.

Esses acordos, que surgiram durante a guerra comercial iniciada em abril, visam expandir o mercado para produtos americanos, com os parceiros se comprometendo a elevar investimentos e compras procedentes dos EUA, totalizando dezenas de bilhões de dólares.

O acordo mais recente com a União Europeia, anunciado no último domingo, estabelece uma tarifa de importação de 15% para a maioria dos produtos europeus. Este percentual é inferior aos 30% inicialmente propostos, e apenas alguns itens estratégicos, como aeronaves e semicondutores, estarão isentos. Em troca, a Europa não aplicará tarifas sobre produtos americanos e se comprometeu a investir US$ 600 bilhões nos EUA, além de adquirir energia no valor de US$ 750 bilhões.

A presidente da Comissão Europeia comemorou o acordo, destacando que ele promove previsibilidade para as empresas do continente. No entanto, críticas surgiram, principalmente da França, onde a percepção é de que a Europa cedeu às pressões dos EUA, caracterizando o acordo como desigual.

Desde décadas, a Europa tem se alinhado com as políticas norte-americanas, o que não é uma novidade. A pressão se intensifica devido ao cenário de competição econômica com a China, que, segundo especialistas, possui uma capacidade produtiva superior.

O acordo com o Japão, fechado na semana passada, prevê tarifas de 15%, abaixo dos 24% inicialmente anunciados. O Japão também se comprometeu a não implementar tarifas recíprocas e a abrir seu mercado para carros e arroz americanos. Além disso, está previsto a compra de 100 aviões da Boeing e um aumento significativo nas despesas com empresas de defesa dos EUA.

Os acordos igualmente englobam a Indonésia e as Filipinas, ambos com tarifas de importação fixadas em 19%. A Indonésia se comprometeu a eliminar quase todas as barreiras tarifárias para produtos dos EUA, enquanto as Filipinas estabeleceram tarifas zero para produtos americanos.

Com relação ao Vietnã, o acordo resultou em tarifas de exportação de 20%, que é uma redução em comparação com os 40% inicialmente programados, além de isentar produtos dos EUA.

Embora as mansões da política comercial americana busquem um fortalecimento econômico dentro dos Estados Unidos, especialistas alertam que tarifas mais elevadas podem levar a uma concentração de capital, impactando negativamente pequenas empresas. Portanto, o enfoque em tais acordos reflete uma tentativa de equilibrar a concorrência com a China, que continua a desafiar a posição dos EUA no mercado global.

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