**Número de Palestinos Mortos por Busca de Alimentos em Gaza Atinge 516**
Desde a implementação das operações da controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF), cerca de 516 palestinos perderam a vida ao tentarem acessar os pontos de distribuição de alimentos controlados por Israel. O trágico número inclui 50 mortos em um ataque recente, conforme informou o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controle do Hamas.
A GHF, única organização autorizada a distribuir alimentos na região, tem sido alvo de críticas devido ao aumento da violência nas áreas próximas aos locais de distribuição. Organizações não governamentais e agências da ONU corroboram a quantidade de mortos e relataram cenas recorrentes de pânico, com multidões em busca de alimentos sendo atacadas a tiros.
A alegação israelense é de que esses tiroteios ocorreram em resposta à aproximação de “suspeitos” em direção aos soldados. O Ministério da Saúde local também estima que aproximadamente 3,7 mil pessoas tenham ficado feridas nas ações violentas relacionadas à GHF.
A situação em Gaza é alarmante: a GHF é acusada de fornecer uma quantidade insuficiente de alimentos, enquanto cerca de 2 milhões de palestinos enfrentam a fome, com crianças apresentando casos alarmantes de desnutrição. Em maio, mais de 5 mil crianças foram atendidas por desnutrição aguda, o que representa um aumento significativo em comparação aos meses anteriores.
A ONU reporta que aproximadamente 6 mil caminhões de ajuda humanitária estão parados na fronteira de Gaza, aguardando permissão para entrar. Israel justifica a retenção da ajuda alegando risco de desvio para o Hamas, desconsiderando, segundo especialistas em direito humanitário, a necessidade de assistência à população civil.
A atual escalada do conflito na Faixa de Gaza teve início em outubro de 2023, após um ataque surpresa do Hamas que resultou na morte de 1,2 mil israelenses e no sequestro de cerca de 220 pessoas. Desde então, a resposta militar israelense tem sido intensa, provocando o deslocamento de mais de 90% da população de Gaza e danificando a infraestrutura da região, ações que foram interpretadas como genocídio por diversos países e organizações.
O governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tem reforçado a necessidade de uma ocupação contínua em Gaza, como parte de uma estratégia para resgatar os reféns e eliminar o Hamas. A situação crítica continua sem uma resolução clara, enquanto os palestinos enfrentam desafios significativos em sua luta por acesso a alimentos e segurança.



