sexta-feira, março 27, 2026
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Toffoli encaminha à PGR material apreendido no caso Master para análise

Nesta quarta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República (PGR) de todo o material apreendido na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada mais cedo pela Polícia Federal (PF).

A decisão decorre de um pedido do procurador‑geral da República, Paulo Gonet, apresentado ao analisar um recurso da PF que contestava medida anterior do próprio ministro para a guarda dos materiais no STF.

No despacho, o ministro considerou que, pelo êxito da operação, os arquivos e dispositivos apreendidos devem ser submetidos à extração e à análise pela PGR, para que o órgão avalie a materialidade e a autoria dos crimes investigados. Toffoli também determinou que os aparelhos permaneçam desconectados de redes de telefonia e internet até a perícia, a fim de preservar a integridade das provas.

A etapa deflagrada nesta quarta incluiu a prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. As autoridades bloquearam R$ 5,7 bilhões em bens e cumpriram 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

Entre os alvos de mandados de busca estiveram o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex‑presidente da gestora Reag Investimentos. As investigações apontam suspeitas de desvios de recursos do sistema financeiro para enriquecimento pessoal. Durante as diligências foram apreendidos carros e outros itens de luxo, além de mais de R$ 90 mil em espécie.

A operação tem como objetivos interromper a atuação da organização suspeita e recuperar ativos vinculados às apurações.

Daniel Vorcaro havia sido preso em novembro pela PF ao tentar embarcar em seu jato particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A prisão foi relaxada e ele cumpre prisão domiciliar.

No mesmo despacho, o ministro ressaltou que a investigação em curso no STF tem escopo mais amplo que inquéritos anteriores, indicando, em tese, operações de gestão fraudulenta de fundos, desvio de valores e lavagem de dinheiro pelo Banco Master, com suposto aproveitamento de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação. A PGR deverá, segundo o documento, realizar uma análise que permita uma visão sistêmica dos supostos crimes identificados até o momento.

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