domingo, março 29, 2026
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Teste do olhinho deve ser realizado três vezes por ano até completar 3 anos

A maioria das mães sente um alívio ao receber o resultado positivo do teste do olhinho logo após o nascimento do bebê, no hospital. No entanto, é importante destacar que esse exame, que é rápido e indolor, deve ser realizado pelo menos mais três vezes nos primeiros três anos de vida da criança.

A presidente do 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Luisa Hopker, ressaltou a importância da continuidade dos exames. Durante o primeiro ano de vida, a criança deve passar por pelo menos três testes adicionais, além do feito na maternidade. A repetição desses exames é essencial para o monitoramento da saúde ocular.

O teste do olhinho é um primeiro passo no rastreamento de doenças como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma. No entanto, não é eficaz na detecção de erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Sua função principal é identificar a necessidade de encaminhamento urgente ao oftalmologista.

Uma recomendação da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica indica que, além do teste inicial realizado pelo pediatra, um exame oftalmológico completo deve ser feito entre 6 e 12 meses e novamente aos 3 anos. Este teste abrangente é crucial, pois pode detectar problemas precoces que ainda são passíveis de tratamento.

Durante o exame aos 3 anos, é possível avaliar a acuidade visual, verificar a presença de estrabismo e realizar exame do fundo do olho para avaliar a retina.

A especialista destacou que muitos problemas oftalmológicos em crianças não apresentam sintomas evidentes. Portanto, é fundamental que pais e cuidadores mantenham uma rotina regular de consultas. Questões como ambliopia e graus elevados de hipermetropia ou miopia podem não se manifestar por meio de sinais evidentes, o que pode dificultar a detecção.

É comum que muitos pais esperem por sinais de problemas, como tropeços ou dificuldades de locomoção, mas esses frequentemente indicam condições já avançadas. Por isso, a recomendação é não aguardar por sintomas para levar a criança ao oftalmologista.

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