domingo, março 29, 2026
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Tarifaço: como novos mercados e políticas públicas reduziram os impactos econômicos

As recentes alianças do Brasil com novos mercados consumidores têm contribuído para atenuar os efeitos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destaca que essa redução no impacto é resultado de uma abordagem proativa do governo, que implementou políticas para apoiar empresas e preservar empregos.

Desde o início da atual administração, houve um foco em expandir a abertura de novos mercados, o que possibilitou ao Brasil redirecionar parte de sua produção, afetada por uma tarifa de 50% sobre produtos nacionais destinados ao mercado americano.

Nos últimos dois anos e nove meses, o país conseguiu abrir 437 novos mercados, um número recorde na história. Entretanto, o governo continua a trabalhar na recuperação de relações comerciais com os Estados Unidos.

O ministro ressalta que esse esforço ajudou a suavizar os efeitos das tarifas americanas, que poderiam ser mais severos. Ele mencionou a celebração de diversos acordos bilaterais com outros países, bem como negociações em andamento, como o iminente acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que pode resultar na formação do maior bloco econômico do mundo.

Além disso, a intensificação das relações com os membros do Brics e o fortalecimento dos laços com nações do Oriente Médio e do Sudeste Asiático foram citados como estratégias importantes para diversificação de mercados.

Fávaro enfatiza que o governo mantém um canal aberto para diálogo, não apenas com o setor externo, mas também com empresários e a sociedade civil, visando implementar políticas públicas mais eficazes.

Empresas que dependem fortemente do mercado americano estão recebendo suporte especial do governo, com ações voltadas para garantir sua sobrevivência e a manutenção de empregos.

Entre as medidas adotadas para minimizar os impactos das tarifas, foi criado um programa de financiamento de R$ 30 bilhões para as empresas mais afetadas, além de um ressarcimento de valores tributários pagos na exportação e a ativação de compras públicas para produtos que não estão mais sendo exportados.

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