O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou um aumento de 30% na utilização do plasma sanguíneo, conforme revelou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante um evento no Hemorio, no Rio de Janeiro. Essa ampliação foi viabilizada pela aquisição de 604 equipamentos de alta tecnologia, cujo processo de instalação será concluído até o primeiro trimestre do próximo ano.
A medida visa reduzir a dependência de importações de medicamentos, resultando em uma economia estimada de R$ 260 milhões anuais. O Brasil historicamente enfrenta desafios na produção dos fatores derivados do plasma, o que gera insegurança no tratamento de pacientes que necessitam de hemoderivados.
O plasma sanguíneo, parte líquida do sangue, é fundamental na produção de medicamentos para o tratamento de hemofilia, doenças imunológicas e em procedimentos cirúrgicos complexos. O investimento para essa iniciativa foi de R$ 116 milhões, oriundos do Novo PAC Saúde, beneficiando 125 serviços de hemoterapia em 22 estados do país.
Os novos equipamentos incluem blast-freezers e ultrafreezers, que proporcionam congelamento ultra-rápido. Com isso, a nova unidade da Hemobrás, inaugurada em 2023, terá a capacidade de processar até 500 mil litros de plasma anualmente.
Nos últimos três anos, o fornecimento de plasma pelas unidades de saúde pública cresceu 288%, aumentando o estoque de 62,3 mil litros para 242,1 mil litros. A Hemobrás, estabelecida pelo governo brasileiro, se tornou a maior fábrica de hemoderivados na América Latina.
A ampliação da capacidade de armazenamento de plasma coincide com a semana nacional do doador de sangue, em que, em 2024, mais de 3,3 milhões de bolsas foram coletadas, representando 1,6% da população brasileira. Atualmente, apenas 13% do plasma coletado por doações voluntárias é utilizado em transfusões, deixando 87% disponível para a produção de hemoderivados.



